Fechando uma escola

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último programa Mostra AYUNY 2015

Queridos amigos,
Há 15 anos duas mulheres, Lúcia Zamboni e Marina Christofidis, abriram um negócio inédito em Brasília. Nascia o AYUNY, a primeira escola especializada em dança do ventre da cidade e uma das primeiras do Brasil. Há 8 anos eu, Roberta Salgueiro, dirijo o AYUNY.

Ao longo desses anos, o AYUNY formou professoras e bailarinas, apoiou músicos, divulgou a cultura árabe, e, principalmente, ensinou a dança do ventre a inúmeras mulheres. Sempre tendo por princípios o respeito à dança do ventre e à cultura árabe, a sororidade, isto é, o amor e o apoio entre as mulheres, o cuidado com o público, a priorização do ensino da dança em sua técnica e arte e, claro, a elegância e o bom-gosto em nossos shows.
Hoje esse ciclo chega ao fim. O AYUNY como escola sai de cena. Vai seguir com o Grupo AYUNY, criado em 2011 e composto por bailarinas de excelência. Em seu lugar nasce uma nova escola, construída sob os mesmos princípios, com a mesma missão. Nasce o Studio Yallah!, sob a direção de Tanara Furtado. Uma bailarina linda, norteada pela ética e pelo respeito, formada pelo AYUNY e com muita vontade para manter acesa a chama da arte da dança do ventre.
Essa arte milenar, amorosa e eterna.
Roberta Salgueiro

Assim, de supetão, anunciei uma das mudanças mais radicais da minha vida. Esse discurso rolou há um mês, na tradicional mostra da minha então escola, o AYUNY. Tudo começou a acontecer, incrivelmente, um mês antes. Tudo mesmo: tipo considerar alternativas, pensar em fechar e considerar passar o ponto. Decidimos em uma semana, daí pintou possibilidade forte de emprego, daí pintou a montagem da cozinha do marido, daí pintou a vida acontecendo a 120/hora.
E aí que, depois de oito anos dirigindo a escola, cinco dos quais compartilhados com a pesquisa e confecção de tese e três oficialmente “desempregada”, tudo magicamente [por q não?] mudou. Continuo dando aula, mas em ritmo menor; sigo dirigindo o Grupo AYUNY, com mais tempo para curtir, estudar e experimentar. Estou trampando num órgão em que acredito, oito horas por dia, tudo certinho. Impressionadíssima com o aprendizado cotidiano. E estou, todo santo dia, ressignificando minha relação com a dança do ventre.

Esse osso suculento do qual a gente não larga.

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