Randa

Acho que não tenho uma simples crítica à Randa. Acho que o que tenho é mesmo implicância. Porque fico achando que ela é uma simples cópia da Dina. Só que ela não é. Ela copia sim a Dina, e isso é fato: nas saídas para deslocamentos, quando joga o corpo ao estilo “bêbada”, na condução da banda para que priorizem a percussão, dando espaço para a leitura percussiva; na ousadia do figurino, na expressão demasiadamente dramática. Só que, como reprodução do passado, a Randa é excessiva. Ela exagera na leitura percussiva, na dramaticidade, na vulgaridade do figurino. Ela pegou tudo de questionável da Dina e explorou. E a bailarinada gosta. Fazer o que?

Mas ela tem coisas boas de fato. Esse vídeo abaixo é muito bom. Ela está muito bem. Cheia dos clichés dela mesma, mas captura nossa atenção como pouquíssimas bailarinas conseguem fazer. Comprei uma aula pirata dela dia desses e gostei tanto… enfim. Tô olhando pra ela com outros olhos. Espero ver mais, espero ver melhor. Espero, realmente, superar meus preconceitos.

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16 comentários sobre “Randa

  1. Nossa, eu penso igualzinho a você em relação a Randa, e geralmente nem divido minha opinião com muitas mulheres, parece que todas a amam, rs.
    Tb tentando superar meus preconceitos.
    bjo

  2. eu gosto da randa e tb gosto da dina so nao entendo como o povo quer tapar o sol com a peneira negando a influencia da dina na randa, é obvia!

  3. haha precisava de alguem como vc pra falar isso! (ô medo que eu tinha de falar dela..)
    coragem, é isso!
    ^^
    ps: mas confesso que tbm to gostando de algumas coisinhas nela, ela é criativa!

  4. Acho mesmo que todas têm algo em sua dança que podemos aproveitar ou admirar, até aquelas por quem temos implicância!!! Eu gosto da dança da Randa, só não curti nesse vídeo duas coisas: ela canta enquanto dança (não curto mesmo!) e a fenda da saia poderia ser menos cavada… Do jeito que ela é intensa, deve ter necessidade de se expressar além da conta!

  5. Amor, pensa uma coisa comigo.

    Será que a Randa imita a Dina, como a Soraia (dizem) um dia já imitou?

    Repara: as 3 tem um denominador comum: Raqia Hassan.

    Raqia pescou a Dina, lapidou e jogou no mercado. O mesmo fez com a Soraia e com a Randa. A Dina foi a primeira das divas contemporênas a fazer sucesso por aqui, portanto é naturla que tenhamos ela como ponto de partida na referência de um dado ‘padrão’ egípcio de dança.

    Mas ela, assim como as outras duas, é cria da Raqia. Seria precipitação afrimar que todas possuem o estilo da Raqia?

    Não sei se estou conseguindo me fazer entender.

    Obviamente, com a absorção do ‘estilo Raqia’ o que resta à essas moças é trabalhar elementos diferenciados (e me arrisco a dizer que o fazem sob a própria orientação da Raqia). Assim vemos na Soraia o recurso do samba e uma apelação maior nos trancos de quadril (que já era característico dela, como sabemos bem), a pernas “jazzístocas” na Randa. Mas todas as 3 trazem na dança possibilidades parecidas para as finalizações de passos e sequencias.

    Pode ser que esteja bem enganda, mas é que quando eu ouço essa conversa me vem á cabela essa questão: todas elas tiveram a mesma direção antes do estrelato.

    Que cê acha?

  6. (Afe, apaga esse meu comentário anterior, tá cheio de erros!!!! Isso é que dá usar óculos que tem graus a menos do que eu preciso!)

    Amor, pensa uma coisa comigo.

    Será que a Randa imita a Dina, como a Soraia (dizem) um dia já imitou?

    Repara: as 3 tem um denominador comum: Raqia Hassan.

    Raqia pescou a Dina, lapidou e jogou no mercado. O mesmo fez com a Soraia e com a Randa. A Dina foi a primeira das divas contemporâneas a fazer sucesso por aqui, portanto é natural que tenhamos ela como ponto de partida na referência de um dado ‘padrão’ egípcio de dança.

    Mas ela, assim como as outras duas, é cria da Raqia. Seria precipitação afrimar que todas possuem o estilo da Raqia?

    Não sei se estou conseguindo me fazer entender.

    Obviamente, com a absorção do ‘estilo Raqia’ o que resta à essas moças é trabalhar elementos diferenciados (e me arrisco a dizer que o fazem sob a própria orientação da Raqia). Assim vemos na Soraia o recurso do samba e uma apelação maior nos trancos de quadril (que já era característico dela, como sabemos bem),e na Randa a pernas “jazzístocas” . Mas todas as 3 trazem na dança possibilidades parecidas para as finalizações de passos e sequencias.

    Pode ser que esteja bem engandaa, mas é que quando eu ouço essa conversa me vem à cabeça essa questão: todas elas tiveram a mesma direção antes do estrelato.

    Que cê acha?

  7. Ain, é tão “bão” ver que eu não sou a unica que não morro de amores por ela!!

    Um dia, discutindo sobre ela com uma amiga que gosta dela, obvio, uma discussão saudável como poucas que vemos pela net, essa amiga me deu a definição perfeita dela assim: “adoro a Randa e seu quadril favelado”!!!

    É exatamente isso, e é o que ela tem de melhor a meu ver, justamente esse quadril favelado, que é o mesmo que a Soraia tem de bom!!! Essa coisa de dançar como se estivesse num “churras na laje do Cairo”!!!

    Mas ao mesmo tempo acho ela muito bruta dançando, e vou usar novamente a frase de outra pessoa!! Um dia, assistindo um dvd do festival da Raquia, meu namorado entrou na sala e ficou vendo junto, daqui a pouco soltou a deixa: “Ela é meio desesperada né?? Não gostei, parece q a qualquer momento vai descer do palco e bater em alguém!!”

    Acho que ela é sim uma bailarina a ser estudada, mas pelo menos pra mim, a dança dela me emociona muito pouco, e se for pra escolher entre original e a cópia, eu ainda prefiro mais a Dina dançando!!! Apesar do fio dental, óbvio!!!
    😉

  8. concordo com a vivi é com certeza a marca da mestra, so discordo qd vc diz ‘ estilo egipcio” é nada tem milhares de bailarinas nativas no cairo que nao dançam ao estilo da raquia, ela e uma coreografa particular com uma assinatura propria por isso faz sucesso, de popular, autentica e tipica nao tem nada
    isso é estilo egipcio pra gringa como nos ver

    1. Explicando então:eu disse: “(…)natural que tenhamos ela como ponto de partida na referência de um dado ‘padrão’ egípcio de dança.” – o termo ‘um dado’, significa um certo padrão, um das possibilidades da dança egípcia, um exemplo de como pode ser. Não significa ser o único. Sabemos que dentro do Egito a dança se apresenta em diversas possibilidades de estilo, no entanto, sabemos que a forma “miudinha” de se dançar – se compararmos com a libanesa, é tradicionalmente vista como egípcia.

  9. Cara Roberta,
    o que eu tenho a escrever aqui nada tem a ver com o post de hoje de seu site. Mas com minha imensa felicidade em ter encontrado você! Tentei mandar um e-mail, mas nao sei se é o sono…não achei, então vai por aqui mesmo. Tenho 25 anos e estudo, entre idas e vindas, dança do ventre desde os 14. Tive professoras ruins, médias, e hj, a maravilhosa Juliana Marconato! Sou ainda estudante, mas quero, muito, me profissionalizar. Ora, se estudo há tanto tempo, “estudante” ainda porque? Porque dei prioridade à minha carreira acadêmica. Aí está minha felicidade em tê-la encontrado! Sou bacharel em Ciencias Sociais e quase (falta um Mês) mestre em Ciência Política, por uma universidade federal do interior de São Paulo. NUNCA meus pares acadêmicos entenderam minha dedicação pela dança. NUNCA minhas amigas bailarinas, algumas hoje professoras (uma do KK) entenderam minha escolha pelo mundo acadêmico. E para falar a verdade, eu nunca soube conciliar os dois universos: ou estudava muito a dança e esquecia minha pesquisa, ou o contrário. E vivi nesse impasse interno, embora externamente tivesse escolhido a academia. Nesses dois anos de pesquisa treinar foi difícil! São 12 horas em frente ao computador, ou em arquivos poeirentos sobre presos políticos e ditadura militar… estacionei, ganhei peso, perdi flexibilidade e leveza… Sou apaixonada por ambos os universos, e sempre houve um conflito dentro de mim! Mas, procurando acadêmicos que trabalhassem com estudos afro-brasileiros para uma amiga socióloga, achei seu Lattes! E fuçando lá, descobri textos e atividades ligadas à dança…Pensei…ué…tinha lido seu nome, tempos atras, no blog da Luana Mello! Bingo! Vc é a prova de que podemos organizar os dois mundos! O que tinha, na verdade, era insegurança, medo de não sei que, e deixei meus estudos em dança estacionarem. Mas seu Lattes, ahhh, seu Lattes! Fez minha cabeça virar um turbilhão! E acho que, com organização e empenho, posso dar continuidade ao meu projeto adolescente, de ser uma boa bailarina. E ainda assim, ter excelência na profissão que escolhi. O que dizer? Obrigada, Roberta! Não publiquei meu nome, pq meu orientador tem horror (uhauhauhaauh) à minha dedicação (antiga dedicação né…hj ela ta guardadinha esperando vir a tona) à dança! Diz que sou Hiperativa! hahahahahaah

    Muito obrigada!

    1. Oi, Flor,
      fiquei muito feliz mesmo em receber sua mensagem! Compreendo sua angústia ao tentar conciliar dança e carreira acadêmica. Tenho cá muitas crises e mágoas. Nunca é considerado tão sério quanto o trabalho com questões indígenas, populações ameaçadas ou mesmo tradições culturais brasileiras. Mas jamais alguém agiu comigo como esse seu orientador. Que horror ele é, hein?
      Bom, espero poder conversar mais contigo. Tentei mandar um e-mail de volta, mas não funcionou.
      Beijo grande,
      Roberta

  10. Olha, concordo com a Vivi, acho que realmente o que apresentam elas de semelhança é a direção da Raqia. Já deixei claro que gosto muito do estilo Randa, sei que não se pode usar tudo, até pq isso seria uma ausência total de estilo próprio e tb não combina com o jeito brasileiro de ver e sentir a dança, mas realmente acho que devemos procurar ver o que cada bailarina tem de melhor…Uma coisa pode servir pra nós…Outras nem tanto! Algumas nem tem coisas boas pra se ver, pelo menos da pra ver o que não fazer!
    Acho a Randa expressiva e não sinto exatamente a palavra desespero nela. Sinto energia, e energia no Brasil , na DV principalmente, é vista com maus-olhos. Se vc não curte a Randa, tudo bem, opinião é de cada uma, mas não dá pra negar que tem umas bailarinas que a gente nem aguenta ver dançar por mais de 1 minuto…Ela me segura. talvez não segure algumas pessoa, mas a mim sim, sinto arte nela…

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