Bambu

Lembro-me da primeira vez em que vi um vídeo da Najwa Fouad. Numa das fitas que a gente comprava da loja do Tony Mouzayek ou da Bellydance, coletânea de solos. Lembro o quanto eu reclamava da qualidade dos vídeos, mas ficava vidrada na imagens antiguinhas de bailarinas até então desconhecidas (como Hala el Safy, Hayateen e Azza Sharif) ou conhecidas só de nome e que eram o who’s-who da dança do ventre (Nadia Gamal, Najwa Fouad, Suheir Zaki e, mais recentemente, Lucy, Dina, Amani). Como qualquer estudante, dava menos atenção aos nomes pouco conhecidos e procurava entender qual era o grande lance das bailarinas famosas. Olhava, olhava, ouvia, ouvia, até sacar o que as faziam especiais. Não sei bem o porquê, mas nada funcionou com Najwa Fouad. Sei lá, não gostava do cabelo dela, do seu hábito de dançar com as pernas abertas, de suas entradas espetaculosas, de seu sorriso de programa dominical.  O primeiro vídeo que vi dela marcou muito, pois ela dançava uma música muito especial para mim e cujo nome ignoro. Minha professora, Zamzam, havia traduzido a letra; era um enamorado comparando a moça a um docinho e bla. Só sei que eu achava linda, era fofinha, com aquele coral feminino, sabe? E a Najwa Fouad dançava sobre uma bandeja decorada. Coisas dos vídeos dos anos 70, aquelas colagens assombrosas. Ela seria o tal docinho. Na bandeja. Cara, não vou nem comentar a analogia; juro que não deixei de gostar dela pelo subtexto machistérrimo do clip. Era a expressão, sei lá.

Depois desse, assisti a vários clips de dança da moça e continuei odiando, mesmo quando ela dançava sua música-tema, Sitt el Hosn, fabulosa, maravilhosa, musicaço.

Até outro dia. Quando encontrei um clip nunca antes visto de um solo de percussão. A edição de imagens é extraordinária, a iluminação faz de sua dança um clássico. Aí fiquei fissurada. Vou ver tudo de novo. Vai ver eu precisava de um olhar novo. E o olhar, veja só, por fim, veio.

8 comentários sobre “Bambu

  1. É a primeira vez q respondo algum post aqui. Só tenho uma palavra q expressa o q senti vendo esse vídeo: FODAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!

  2. UAU!!! que coisa linda!!! juro, é a primera vez que vejo um solo assim…..tecnica maravilhosa e expressão 10! além de movimentos pouco convecionais!!! mto bem explorado em todas as partes do corpo, fabuloso.

    bjos

  3. Concordo com você , Nagwa Fuad nunca foi minha paixão , mas este video faz a gente repensar tudo de novo , sentar o bundão na frente da tv e catar lá no fundo os dvds dela …. vamos tentar enxergar o que não vimos antes ????

    Né?

  4. “Das antigas” a única que não curto é a Najwa Fouad, mas realmente esse vídeo dela é bem legal, talvez eu tbém esteja precisando dessa nova visão e ser mais flexível para descobrir o que Najwa tem para me acrescentar.
    Mas entre nós, e o bambu? hehehehe
    bjocas

    É a flexibilidade, baby. Tô meio taoísta.

  5. Olá, Roberta! Tudo bem?

    Encontrei seu blog há algum tempo através do “boteco” da Luana, rsrs, mas só agora parei pra comentar. Com um pouco mais de tempo, vou assistir o vídeo e passar pelas postagens anteriores, acredito que há muito o que se aprender por aqui.

    Está convidada a visitar meu novo cantinho, um blog voltado especialmente para a Dança do Ventre. Será muito bem-vinda🙂

    Beijo.
    Giovana.

  6. Ró, eu sempre gostei dela. Acho que ela tem uma coisa fundamental que precisamos aprender: a entrar no palco como rainhas. Lógico q aqueles balafafas em excesso poluem o visual, mas a Najwa é especial. Esse vídeo é só mais uma prova disso. Está divinamente linda. Obrigada por postar.

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