Plágio é demais, mister M!

Carta que enviei a Shalimar Mattar (responsável pela seção e editora), endereçada à Hayet (autora do texto)

Prezadas Shalimar, Hayat e Cláudia (Shalimar)
nunca nos falamos ou nos vimos pessoalmente, por isso gostaria de me apresentar a vocês. Sou Roberta da Rocha Salgueiro, 32 anos, residente em Brasília. Pratico dança do ventre há 14 anos e possuo um estúdio respeitado em minha cidade. Meu interesse pela dança é altíssimo, o que se reflete em todas as áreas em que atuo e estou sempre de olho nos acontecimentos de dança. Esta tarde, entrei em seu site para conferir a data do MP. Meu interesse era o de prestigiar o evento e, quem sabe, programar uma excursão. Andando pelo site, encontrei o link para a última edição da “Oriente”, publicada para o bimestre dezembro de 2008 e janeiro de 2009. Abri o arquivo muito feliz e tive a grata surpresa de ver a revista tão bonita e bem diagramada. Parabéns.

A satisfação, entretanto, foi breve. Deparei-me com o artigo sobre shaabi, assinado por Hayat, a convite de Shalimar e editado por Cláudia, e, já no primeiro parágrafo, experienciei a amarga sensação de reconhecimento do texto. Toda a primeira parte de “seu” texto foi escrita por mim em meu blog “Yallah”, em artigo publicado no dia 17 de julho de 2008. Certamente vocês sabem do que falo, mas segue o link: https://yallah.wordpress.com/2008/07/17/o-popular/

O que senti – e sigo sentindo à medida que escrevo esta mensagem – foi simplesmente frustração. Juntaram-se a este sentimento a raiva e, felizmente, a urgência em procurar soluções para a questão.

Há mais uma coisa a meu respeito que vocês provavelmente ignoram. Sou antropóloga, mestre e cursando doutorado. Minha pesquisa, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de Brasília e financiada pelo CNPq, é sobre a transnacionalização da dança do ventre. Você pode ver meu currículo aqui: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4769300E4

Uma pesquisa de doutorado exige um estudo minucioso não só do meu objeto (a dança), mas das instituições envolventes (a música, a história política do país etc). É um volume muito grande de leitura e dedicação intensiva às articulações entre idéias, autores, dados. Os frutos desse esforço são nossos textos. Os textos de meu blog não são apócrifos. Eu os assino porque investi nos dados que disponibilizo aos leitores.

Posso comprender que vocês não se sintam à vontade nas questões éticas acadêmicas e tenham realmente ignorado as implicações do plágio. Plágio, para uma estudiosa, é um insulto muito grande. Respeito pelas fontes é um dos alicerces morais da formação do pesquisador. Quando assinamos um texto, é necessário ter responsabilidade. Se não, melhor não escrever.

Não compreendo uma questão: se você, Hayat, foi até meu blog e interessou-se por minha pesquisa a ponto de mobilizar-se em sua replicação, por que não falou comigo? Bastava pedir a autorização para reproduzir o texto, mantendo íntegra minha propriedade intelectual. Outra alternativa seria citar, com uso de aspas e referência bibliográfica. Talvez, Claúdia e Shalimar, para deixar sua pequena publicação mais interessante vocês poderiam também ter me convidado para uma entrevista. Eu falaria sobre o tema de minha pesquisa de bom grado.

Note que essa atitude traz questionamentos ao trabalho de vocês de um modo geral. Convido vocês para refletirem comigo: como fica a imagem de uma pessoa que divulga um código de ética da dança do ventre (que, por sinal, reproduzi em meu blog, com fonte e tudo), mas que plagia texto alheio? Ainda além: como confiar na conferência que organizam pela primeira vez em no MP, se não sabem lidar com a propriedade intelectual alheia?

Vejo apenas um caminho para sanar tal agressão: a retirada imediata de circulação do exemplar virtual de seu site e uma retratação pública na próxima edição da revista. Observem que estou sendo generosa e não solicitei o recolhimento dos exemplares impressos.

Confio em sua capacidade reflexiva e aguardo uma resposta. Somente assim encerraremos o assunto e evitaremos levar a questão a instâncias mais cansativas, onerosas e vexatórias.

Cordialmente,
Roberta Salgueiro

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44 comentários sobre “Plágio é demais, mister M!

  1. Que bom que ao menos vc viu isso! É bem ridículo acontecer um tipo coisa dessas.. meio constrangedor.

    Enfim, não vi no link da revista o que a pessoa Mattar escreveu. Mas não sei se é coincidência, tem mais duas pessoas Mattar no editorial da revista hehe

    Grande beijo, Roberta!

  2. As pessoas acham que internet é terra de ninguém, que é tudo esculhambado. As pessas confundem “compartilhar” com “roubar”.

    Este blog é reflexo dos seus anos de pesquisa, de reflexão e de leitura. Esse plágio descarado é um desrespeito com você, Rô, e com todos nós que acompanhamos o seu trabalho de perto.

    Publicar sem citar fonte é antiético e é crime.

    PS: E que coisa, hein? Mercado Persa, um evento tão conhecido, se envolvendo nisso? Que papelão!!!

  3. Oi, Roberta. É a primeira vez que visito seu blog – uma pena, a Luana já havia recomendado – e , hoje, após ler o post dela, vim aqui conferir o tamanho da coisa mal feita. Lamento. Mas dê uma outra olhada, me parece que o artigo foi ‘escrito’ pela Hayat El Helma, a convite da Shalimar – ou entendi errado?! Enfins, achei pontual e corente sua carta, direto ao ponto, sem ofensas ou polêmicas. O ponto crucial é só um: faltou ÉTICA. Ah, e em tempo: eu vi os links aqui, do meu site e blog, gente! OBRIGADA! Com certeza voltarei mais vezes. E to contigo na valor que uma pesquisa tem. Fontes, citações, pesquisa: é o mínimo que uma pessoa séria deve fazer,não é?! Estou ansiosa pela resposta, espero que tenha uma justificativa, não vou julgar, mas que ficou feio ficou. Um beijo e parabéns pelo seu trabalho e seriedade!

  4. Eu tive blog de poesia na net e tive que tirar justamente por medo de que algo assim, uma hora, fosse acontecer. A explicação vai ter que ser das boas. Fazer continência com o chapéu dos outros é crime, viu dona Hayat el Helwa? Faça-me o favor, que coisa feia.

  5. Olá Roberta, como comentei no blog da Luana, é uma tremenda decepção, saber que pessoas respeitadas em nosso meio tenham tido uma atitude assim tão anti-ética.
    Torço pela breve solução do inconveniente. Beijos!

  6. Calma gente! Vamos esperar a Shalimar se pronunciar sobre o ocorrido. De repente, ela nem sabia disso. O rpoblema do plágio é da Hayat. A revista publicou um texto enviado por ela. Não vamos colocar em dúvida a reputação da shali e do MP por conta de um erro de outra pessoa. Calma, vamos esperar por uma posição dela. Bjos a todas!

    Estou aguardando. Nada até agora. Talvez o e-mail divulgado (shalimar arroba uol ponto com ponto br) não seja o atual, apesar de não ter retornado. De todo modo, o editor é responsável pelos textos publicados, ainda que não endosse as opiniões.

  7. Gente que abuso. A gente sempre acha vários textos jogados na internet com partes parecidas, nem sempre a pessoa se toca de procurar quem escreveu de verdade (e nem eu nas minhas pesquisas), mas quando é do blog de uma pessoa eu acho um absurdo não colocar o autor…

  8. Concordo Najla! A probabilidade da Shalimar não saber do plágio existe. Afinal, como editores a gente não fica fazendo busca no google pra tentar achar textos parecidos…rs….

    Mas assim que ela fica sabendo do fato e o comprove, então ela tem que se posicionar. O ideal seria um pedido de desculpas na próxima edição da revista!

    Falando em shaabi, vc cita o Saad como uma das referências e explica que ele fala sobre coisas da vida cotidiana egícpia. Fiquei com uma dúvida, a sátira é muitas vezes no campo da sexualidade, não?Como na música el enab?

    bjs

  9. Acho impressionante que venham pessoas aqui defender fulana ou beltrana nesse caso clássico de plágio. Um dos papéis de um editor, pelo pouco que me lembro da faculdade de jornalismo, é se cercar de colaboradores honestos que não façam uma pataquada dessas e que contribuam de uma forma plenamente ORIGINAL para a publicação. Outro papel é certificar que sua publicação é idônea e se RESPONSABILIZAR por tudo aquilo que sai publicado. Editor não é só pra assinar editoral ;). O erro aqui é duplo: da pessoa que fez o plágio e da editora que ASSINA a revista.

  10. Lid
    Eu sei das responsabilidades de um editor pq também sou jornalista, e editora! O que aconteceu neste caso é sim responsabilidade da Shalimar. Mas se coloque no lugar dela: convidou uma profissional reconhecida e bastante influente para falar sobre um determinado assunto. Esta convidada plagiou um texto. A Shalimar pode sim ter aprovado a publicação sem saber disso. Nunca a isentei de culpa, apenas acho que é preciso esperar uma posição dela antes de colocar a prova tudo o que ela e a Samira construíram. Se essa posição não existir, aí sim vamos questioná-la. De coração, não acredito que ela vá jogar pelo ralo o trabalho de tantos anos e o respeito conquistado.
    Defendo a Shalimar sim! Até que ela mesma prove que não deve ser respeitada! Um abraço a todas!

    Concordo contigo em partes, Najlah. Vamos sim aguardar algum retorno. Até agora, nada. Será que não viu a mensagem de e-mail?

  11. Tenta também esse e-mail: orienteencantoemagia@uol.com.br
    Por favor mantenha-nos atualizadas dos acontecimentos, estamos todas envolvidas e aguardando um esclarecimento. Triste isso. Sem comentários. Apenas que é triste. Para o nosso meio. Para a dança. Para todas nós.

    Acabo de enviar para este endereço também. Muito obrigada pela dica, querida! Pode estar certa de que publicarei aqui qualquer resposta que obtiver.
    Beijos e muito obrigada também pela atenção.

  12. Vamos lá, lid, querida!

    Pelo visto, todos somos formadas em jornalismo. Na ECA, na Cásper, ou no curso do Estadão não me ensinaram a procurar no Google possíveis plágios dos meus jornalistas/colaboradores… São só os principais cursos do País. Tbm nunca trabalhei com um editor que fizesse isso…

    Coisas assim acontecem no jornalismo e muitas vezes sem a percepção dos editores. Fato.
    Entretanto, assim que descoberto o erro, crime, como queira chamar, é necessário tomar as devidas providências.
    Ng duvida do plágio e nem o defende. Apenas não é justo detonar a parte que não pode se defender, no caso a Shalimar.

    Esperamos que ela tenha o bom senso de reconhecer o erro, pq ACONTECE,

  13. Vamos lá, lid, querida!

    Pelo visto, todos somos formadas em jornalismo. Na ECA, na Cásper, ou no curso do Estadão não me ensinaram a procurar no Google possíveis plágios dos meus jornalistas/colaboradores… São só os principais cursos do País. Tbm nunca trabalhei com um editor que fizesse isso…

    Coisas assim acontecem no jornalismo e muitas vezes sem a percepção dos editores. Fato.
    Entretanto, assim que descoberto o erro, crime, como queira chamar, é necessário tomar as devidas providências.
    Ng duvida do plágio e nem o defende. Apenas não é justo detonar a parte que não pode se defender, no caso a Shalimar.

    Esperamos que ela tenha o bom senso de reconhecer o erro, pq ACONTECE, e faça uma retratação etc…

  14. Ju, querida! Tá boa?

    Pois é, a mim não me ensinaram a buscar no google também não, até porque me formei na época do CADÊ! hahahah, pode? Pois é, pode. Que bom que você se formou nos principais cursos do Brasil! Puxa, eu não. Me formei numa facultade no Planalto Central (pois é, nasce gente lá!). Então. Mas aprendi que editor (que não googloleia trechos de texto, aprendi, brigada!) se cerca sim de pessoas o mais idôneas possível. E eu só trabalhei com editores que trabalham assim! Fiquei mal acostumada! rs… Nem me lembro de ter “detonado a parte que não se pode defender, no caso a Shalimar”, até porque é a primeira vez que escrevo o nome dela num comentário. MAs puxa, desculpa, deve ser o excesso de birita costumeiro aos meus sábados. Valeuzão pelo toque, Ju! Beijos, linda!

  15. Caras amigas,
    essa atitude não auxilia em nada.
    Vamos deixar de merde. Lid é amiga-irmã e gosto bastante da Juli. Não gostaria de ver arestas por aqui. Mesmo.
    Não tenho resposta alguma até o momento e minha posição continua na mesma. A última coisa que espero é gerar maiores desentimentos com minha postura.
    Beleza?

  16. Oi Roberta! Pra falar a verdade, não estou surpresa com o plágio não…e nem de quem veio…isso acontece a todo tempo, direto com textos meus tb…o que eu faço é pedir que a pessoa coloque o meu nome no fim do texto, pedido que, normalmente é ignorado…
    Estou surpresa mesmo e muito orgulhosa, apesar de não nos conhecermos pessoalmente, de sua atitude, da maneira clara como colocou tudo, pelo menos todo mundo ficou sabendo! Que vergonha, hein!
    Infelizmente, nesse negócio de danças árabes aqui no Brasil, vale mais quem faz mais marketing, é mais bonita ou veste roupas mais caras…não quem tem mais conhecimento…
    Vamos ver no que dá! Mas ADOREI a sua atitude! bjs!

  17. He he!!! Nao me formei em jornalismo, mas em hoyspitalidade numa das “federecas” la de SP. Adorei o verbo: “googlolear”. Então… La, nas minhas épocas, tinham alguns educadores (como a gente gostava de chamar os professores) que tinham a pachorra de “googlolear” nossos trabalhos para pegar os tradicionais “copy/coles” dos coitadinhos dos pupilos. Ai não teve jeito. Aprendemos a encher de aspas nossos “texticulos”, e nossas bibliografias ficavam maiores que o conteúdo de nossas suadas produções.
    Mas sempre achamos que isso era mais para descontar na gente a frustração ter ter tido, na época deles, que copiar tudo manualmente, direto dos livros, sem a ajuda das modernidades “piratonescas” que nos permitem hoje pegar tudo pela internet. E sem pagar.
    Aquela estoria de que “ninguém eh de ninguém e todo mundo eh de todo mundo”, na internet ganha contornos muito reais.
    E com todo o respeito ao Fanzine, acho que a preocupação maior ali não deve ter sido a de checar conteúdo, mas em fechar uma cota minima de anúncios. Ai fica o “Ihhhh!! Uma coisa eh pegar e usar. Outra completamente diferente eh pegar, usar e lucrar com isso.

    Longo bla bla bla isso rende Luck.

    Chara!!! O que vc faz com seus textos eh arte, e hoje em dia ser artista eh isso mesmo. Quanto melhor mais pirataria.
    Fica meu apoio a ti assinado aqui. bjs

  18. Pois é, vi a mensagem no blog da Luana e só lamentei. É fato que a internet é uma terra de ninguém..primeiro pq é facil se apropriar das idéias alheias , e é difícil, para o autor, descobrir o que fazem com seus textos.
    Eu mesma já vi pelo menos umas 20 vezes textos meus por aí, sem crédito, como se tivesse sido escrito pela autora do site.
    Mas acredito que a equipe do jornal não tenha culpa nisso, Roberta. Se alguém me passa um texto sobre determinado assunto, dizendo ser de sua autoria, eu dificilmente desconfiaria da veracidade dessa informação, a não ser que eu já tivese lido o texto anteriormente e soubesse que realmente não fora escrito por ela.
    Até entendo seu pedido de retratação, mas não acho que cabem aqui julgamentos ao jornal ou a equipe do Mercado Persa. Seu problema real está com a Hayat, que copiou descaradamente seu texto.
    Beijocas e parabéns pelo Ayuny. Fiquei sabendo recentemente que agora ele está com vc!

  19. Olá, coleguinhas! Sim, porque parece que esse blog é um reduto de jornalistas, não. Também sou, formada pela ECA, COMO SE ISSO FIZESSE ALGUMA PUTA DIFERENÇA. E antes do Google e do Cadê, me formei no ano em que a internet comercial estava entrando no Brasil.

    Se é culpa da editora, se não é, não faço a menor idéia. Porque não temos uma linha dela.

    Na verdade, só entrei para comentar isso: com ou sem culpa no cartório, essa demora em se posicionar está ficando constrangedora. E não adianta argumentarem que é final de semana ou que ela possa não ter visto. Mesmo não recebendo o email de Roberta, alguma amiguinha (e editores sempre tem muuuuuitos amiguinhos) já deve ter visto o pepino em alguns dos sites em que foi publicado e avisado.
    Se é falta de consideração, certeza de impunidade, irresponsabilidade ou momento cênico eu não tenho como saber. Mas, a cada hora que passa, a coisa parece mais suspeita.
    A inocência, quando existe, não se deixar esperar para ser alardeada.

  20. Bom Samara. A essa altura do campeonato, já to concordando contigo. Tá demorando demais. E o nosso meio é deveras ‘pequeno’ pra que a editora não tenha ficado sabendo ainda da situação…….

  21. Cara, me lembro muuuito dos professores dando um google nos meus trabalhos, era de tremer nas pernas e eu não foz jornalismo. Agora, todo mundo aprende na faculdade (muitas vezes na escolinha) a importância da bibliografia e da citação de fontes, isso é arroz com feijão.

    Tô lendo um livro de 450 páginas, onde 78 delas são dedicadas aos livros estudados e ás frases citadas… Caraca né?

    O povo acha que editar jornal é brincadeira!

    Sassá, amei o: “momento cênico”, ultra sensacional.

  22. Luana,

    Editar jornal não é brincadeira, mas desde qnd a revista do MP é um jornalzinho?Existem jornais de bairro em SP que cumprem melhor essa função. É um catálogo de anúncios com uma ou outra matéria pra ocupar as páginas que não tem anúncios…

    A autora fez um artigo e não uma reportagem. Artigo na qual ela pode expressar a opinião. Teoricamente, escrever artigo é um degrau acima de fazer reportagem. Espera-se que a pessoa tenha conteúdo e que tenha estudado o tema a ser abordado. espera-se…se isso acontece são lá ou na carta capital são outros quinhentos…

    Cada veículo tem a sua linha editorial, colaboradores ou funcionários devem seguir essas normas. Qnd não seguem são dispensados e o veículo se retrata.

    Sasa, realmente a publicação nem tem linha definida. Me espanta a qualidade e a confiança que alguém possa ter com as informações fornecidas por essa revista.

    Agora, martirizar a editora, ignorar a posição da autora, ficar procurando o “maior ” culpado messa sequência de erros é perda de tempo.

    A responsabilidade da shalimar não era jogar no google o termo shaabi e sim se cercar de profissionais confiáveis. Existe um acordo etico entre colaborador e editor, a autora do artigo quebrou.
    Merda feita. A shalimar se retrata e a hayat não escreve mais na revista.

  23. Que absurdo, hein, Roberta? Fiz um post-Luto em solidariedade ao seu blog. Sabe por quê? Porque atos como esse aí precisam ser DENUNCIADOS. Se vc viu o texto da coleguinha sendo plagiado, avise. Mesmo que vc não goste dela ou que ela não cheire nem feda. É uma questão de solidariedade, bom senso, ética. Princípios bem básicos da educação elementar de qualquer cidadão. Depois dessa vou ter que sair para dar aquela vomitada básica.
    http://arabesc.multiply.com/journal/item/69/69

  24. Que absurdo, hein, Roberta? Fiz um post-Luto em solidariedade ao seu blog. Sabe por quê? Porque atos como esse aí precisam ser DENUNCIADOS. Se vc viu o texto da coleguinha sendo plagiado, avise. Mesmo que vc não goste dela ou que ela não cheire nem feda. É uma questão de solidariedade, bom senso, ética. Princípios bem básicos da educação elementar de qualquer cidadão. Depois dessa vou ter que sair para dar aquela vomitada básica.
    http://arabesc.multiply.com/journal/item/69/69
    [2]
    .
    Beijão Roberta, assim como a Livia, farei posts em meus profiles. Lililililiiiiiiiiiii

    Valeu, Bety!

  25. Isso é um absurdo, eu ñ entendo de leis de internet, mas sou artista plástica e 1 vez um filme usou meus quadros s/ autorização . entrei na justiça e ganhei por uso indevido de imagem.

    Coincidentemente com o nome,[Hayat] comecei a fazer aulas de dança cigana c/ uma prof, no rio de Janeiro , e era prof de dança do ventre. Me fizeram pagar 2 meses adiantado, e na 2 aula a Hayat sumiu.

    Não sei se é a mesma…[ mas gostaria de saber]mas no seu caso, será q ñ vale uma ida ao advogado? temos q lutar contra o crime, e isso é crime de apropriação , abs

    Acho que não. Essa Hayat do meu caso mora e trabalha em São Paulo. E vale, sim, a ida ao advogado.

  26. Que absurdo!!! Eu processaria… E sabe, a internet é complicada neste aspecto de plágio… Uma coisa terrível que eu já pude averiguar é que tem mta gente que faz uma cópia de uma coreografia inteira de outra pessoa… Isso é simplesmente medíocre… Se inspirar num texto, coreo é uma coisa, agora copiar é f…
    Nós temos que nos unir pra acabar com essa palhaçada!

    Te apoio 100% Roberta!!!

    Muito obrigada. É muito importante seu apoio.

  27. Puxa Roberta, como já diz (brincando) meu namorado, que também faz doutorado – mas na área de física nuclear: “copiar de várias fontes é tese, de uma só é plágio”. Sem citar a fonte então!

    Sei que uma brincadeira destas chega a ser até de mau gosto dadas as circunstâncias do que ocorreu com o teu texto. Já disse no teu orkut uma vez que passei hooooooooras por aqui lendo teu blog e admirando o que escreve.

    Por não ter nem palavras para dizer sobre o absurdo, deixo meu abraço de solidariedade à você.

    Valeu, brima!

  28. Prezada Rô

    Só entro para registrar meu lamento pelo que houve. Creio que tudo já foi dito aqui a respeito de ética e direitos. O que me impressionou mais, te confesso, foi o fato de teres visto assim, por acaso… parece complô das deusas…
    Que tudo se resolva. Conta comigo aqui no sul pra tudo, tá bom?
    Beijos

  29. Bom, qualquer das coisas que eu iria dizer já foi dito aqui e portanto seria redundancia. Fica o meu apoio incondicional a Roberta e ao seu trabalho seríssimo de pesquisa que já é meu conhecido de anos, minha indignação com o ocorrido.
    E aproveitando o comentário da RaissaLuna, ja que tambem sou do Rio, gostaria de dizer que a Hayat do Rio, professora de dança do ventre e cigana, é uma pessoa diferente da Hayat de Sampa. Reconheci a historia imediatamente, tambem fui vitima dessa “profissional” no inicio do ano passado… Beijocas

  30. É triste saber até que ponto os códigos morais são deixados de lado. Sinto pelo que aconteceu. Se isto fosse comigo já teria dado entrada em processos jurídicos. Afinal, ninguém nessa situação é uma criança que não pode responder por atos como este, ou dar qualquer desculpa esfarrapada.

    Abraços

    Mayara

  31. Olá Roberta, acompanho sua escrita há muito tempo, desde quando você “habitava” o UOL Blog. Sou uma amante da DV, amante mesmo – e daquelas bem eventuais – porque não sou fiel a ela e, muito menos, a visito com regularidade, mas gosto dela e ela me dá muito prazer. Como alguém ligada ao mundo acadêmico, gosto, particularmente, da forma como você trata a dança, sem mitificações excessivas mas como grande respeito. Por isso, sempre que posso a leio. Talvez por também ser pesquisadora, ou porque sou sua leitora, pude sentir na pele sua indignação. Já passei por essa situação de ser plagiada, mais de uma vez, e nada pode ser mais aviltante do que isso.

    Infelizmente, é comum que as pessoas sem formação científica acreditem que toda opinião seja, apenas, um amontoado de idéias alheias colhidas aleatoriamente. Essa forma de opinar costuma ser verdadeira no senso comum, é fato! Mas para quem investe em pesquisa, opinar, quase sempre, é o resultado de horas e horas de esforço intelectual: de coleta, análise e lapidação de idéias e fatos que, cuidadosamente, tentamos organizar, seja atribuíndo-lhes novos significados, seja buscando desvendar-lhes o sentido original. É trabalho duro, que só quem faz pode saber o quanto é valioso.

    Assim, entendo que o plágio pode ter duas motivações: a ignorância ou a má fé; a primeira é desculpável mas, nem por isso, deve deixar de ser combatida; a segunda é inaceitável e deveria, sempre, ser levada as últimas consequências legais. Portanto, você está certa, absolutamente, em defender o seu trabalho!

  32. Roberta

    Uma pena o que aconteceu com você, mas excelente ao mesmo tempo. Que bom que foi com uma pessoa de nível e que soube fazer valer seus direitos, sem baixarias.

    O plágio acontece em todas as áreas. Não sou da dança, mas faço patchwork e é a mesmíssima coisa.

    Também escrevo (literatura) e uma vez um conto meu reapareceu na mesma comunidade onde tinha sido publicado originalmente como sendo de autoria do Luís Fernando Veríssimo! Se, de um lado, fiquei muito contente com esse “reconhecimento”, de outro, fiquei pensando que ainda falta muito pra gente se acostumar a não pegar o que não nos pertence. É isso que as mães ensinam aos filhos, não? Porque será que as pessoas pensam que na Internet é diferente?

    Enfim, sou uma eterna otimista! Acho que as atitudes como a sua só fazem criar consciência e que, um dia, essa situação vai ser rara!

    Boa sorte! E conte pra gente o resultado.
    Vou pedir follow-up dos comentários deste post pra ficar sabendo.

  33. Menina…
    Que loucura isso… acho que tem os dois lados da moeda… mais isso não resolve o problema… mais e ai teve resultado da parte deles………….. acho muito injusto com todos os estudiosos… mais sempre teve né?!
    Vai a luta…
    beijos e boa sorte

  34. E ai Roberta, meses se passaram, alguma novidade em relação ao caso ??? Faz um post novo, nos atualizando, a final, acredito que todas que acompanharam o caso, devem ter curiosidade em saber o desfecho dessa história… Pena que tenha ficado só por aqui, que não vazado as todo meio… Acho triste a falta de impunidade !!! Leio a revista oriente sempre, e não vi nenhuma retratação até o presente momento… PENA !!! Beijos e escreve algo sobre, um post novo, para que o assunto não seja esquecido !!!

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