Revista Deusas

deusas

Sempre me incomodei com as revistas direcionadas ao público feminino. Leio apenas duas, a TPM e a Bons Fluidos. Mesmo delas não gosto muito. A última perdeu o foco completamente: virou uma espécie de manual de auto-ajuda mensal. Mesmo as reportagens sobre harmonização de ambiente e decoração ficaram chochas. A TPM parece uma panelinha de gente rica e descolada e ainda por cima com um editor homem. Bate na tecla da autonomia feminina e nos absurdos padrões de beleza, mas faz editoriais de moda com modelos magras demais e jovens demais. No entanto, com todos esses problemas, são ainda as únicas revistas “de mulherzinha” que consigo comprar. Porque as demais, invariavelmente, vêm com aquelas reportagens suuuuper originais e úteis, como:

Aprenda mais 5000 maneiras de conseguir um orgasmo! (nossa, filha, precisa de manual pra ter prazer? Se mata!)

Perca 12 quilos em uma semana com a dieta do maxixe! (Coma menos, malhe mais. Pelamordedeus!)

Seu homem não te dá atenção? Ensinamos você a agradá-lo em 5 lições. (1. Separa dele. 2. Separa dele. 3. Separa dele. 4. Separa dele. 5. Separa dele.)

Decore seu apartamento em dois dias! (Com móveis que custam a média de 7.000 cada)

Né? No meio disso, ao menos 35% das páginas é tomada por propagandas.

Pois então. Nem tudo está perdido. Umas garotas muito inteligentes, do Luluzinha Camp, lançaram uma revista online ótima e fofíssima. E de graça. E inteligente. E sem propagandas. Chama-se Revista Deusas e está em pdf para você baixar e ler confortavelmente entre uma teclada e outra. Tem dicas de viagem, beleza, eventos, relacionamentos, tecnologia, internet…

Coisa feita por mulheres espertas para mulheres espertas. Vida longa a esta publicação realmente feminina!

14 comentários sobre “Revista Deusas

  1. Oi, Roberta
    Tô aqui ao lado da Nospheratt e fiquei encantada com a tua resenha. Só que já vou te avisar: mais hora menos hora a gente vai acabar colocando anúncios para poder pagar os nossos escribas tão bacanas.
    De todo jeito a gente vai manter a “inteligência” e independência, e quem for inteligente que faça anúncios para quem gosta de inteligência, né?
    Em tempo: obrigada pelo lindo blog. acompanho de longe, mas sou fã.
    beijos

    Que honra, Lucia! Fiquei feliz!

  2. adorei o post todo! mas o que me envergonha mesmo é a quantidade de mulheres consumindo essas revistas e achando que assim assumem ao máximo sua feminilidade. afinal de contas, “a mulher moderna fala de sexo sem tabu”.

    beijo grande!

  3. Nossa Ro, vou ler, por que tb vivo querendo ler algo útil|inútil e nunca tem, é sempre só inútil…

    Tb leio a tpm por total falta de opção e por considerá-la a menos pior e foi diga de uma amiga jornalista que tb está cansada.

    O bom da tpm é que ela é menos careta que as alternativas.

  4. Querida!

    Sou bailarina e professora de DV em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, e encontrei o teu blog totalmente por acaso, numa procura por Khaligi no Google. Nossa, estou amando teus posts!!!

    Fiquei com vontade de comentar vários deles, mas deixarei para as próximas leituras…só não dá pra deixar de dizer: bárbaro o post sobre “coreografar o solo ou não”, identifiquei-me horrores com ele, e também com a dificuldade de ensinar folclore.

    E fiquei com uma vontade enorme de ter assistido o espetáculo “Guerreiras”!

    Beijos, e vida longa a esse blog ótimo!

    Puxa, obrigada! E bem-vinda.

  5. Oi Roberta,
    O pior de trabalhar numa editora é saber que o que interessa é o que vende. Coisas legais, fica por nossa conta achar, ou anotar indicações como essa! Obrigada, vou procurar.

    …E ainda super mal informada sobre “selos de blog”, (mas estou aprendendo!) escolhi o seu blog para integrar minha lista de presenteados com o selo “Dardos”, espero que goste. Beijos!

    Que legal! Comé que faço para colocar o selo aqui?

  6. Legal Roberta,

    Lavou a minha alma com essa resenha. Eu já tinha desistido de tentar entender porque não lia mais essas revistas voltadas para o público – com excessão da Nova que, definitivamente nunca me atraiu.
    Houve um tempo em que até assinava a revista Marie Clair. Hoje, assinatura cancelada há anos, não penso em voltar a assiná-la. Quando muito, compro na banca, por causa de uma ou outra matéria que me chama a atenção, para depois abandona-la com seu 90% de conteúdo pouco interessante.

    Mas ficam as aperguntas no ar: comercialmente falando, o conteúdo das revistas femininas é pobre, no nosso modo de ver, para agradar a maioria das leitores que tem poder aquisitivo para comprá-las, ou as temáticas que recheiam suas páginas são fruto da falta de criatividade e inteligência dos profissionais que nelas trabalham? Ou ainda um pouco das duas coisas?

    De qualquer forma, obrigada pela maravilhosa dica.

    Um grande beijo!!!

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