Como argumentar?

Uma dança delicada, uma leitura musical fina, uma técnica apurada:

Marcos Ghazalla. Uma das danças mais lindas que já vi.

Uma dança ousada, leve e fluida:

Alexei Riaboshapka.

Uma dança sutil.

Tito.

Vejo dança. O que você vê?

14 comentários sobre “Como argumentar?

  1. Ah, minha flor…. Que alegria ver meu irmãozinho aqui, Marcos Ghazalla! Não posso falar dele, sou suspeitíssima, ele foi o “responsável” pela minha nova visão de DV masculina (masculinda!). Começamos como parceiros de grupo, hj somos mais que amigos, somos irmãos, de barrigas diferentes, mas irmãos! Marcos é um dos bailarinos que mais vi se dedicar ao estudo nesses 8 anos de dança. Como eu costumo dizer a ele (e ele à mim, rsrs), um cachaceiro!
    Amo o Tito tb, vejo inclusive, aspectos semelhantes entre a dança dele e de Marcos.
    O amadurecimento na dança me fez refletir sobre os discursos que eu ouvia quando aprendi a dançar e ainda ouço, em um canto ali, outro acolá. Hoje eu entendo que a dança oriental pode ter seu foco na pélvis, ou no ventre como preferirem (é apenas uma questão de nomeclatura), mas é em todo o corpo que ela acontece. Sua expressão cabe em qualquer corpo, seja de qual gênero for.
    Aprecio todas as 3 danças que vc colocou porque, ainda que revestidas de delicadeza, todas possuem uma energia masculina. Ao contrário do que os mais ortodoxos diriam, não possuem nenhuma conotação, ou intenção, que lembre a dança feminina.
    Aplausos aos três!

  2. Rô, os vídeos são lindos!
    De todos o q + amei foi o Marquinhos, ele arrasa sem dúvida!
    Vi, nos três, uma dança com muito sentimento e técnica indiscutíveis.
    Há 2 anos atrás eu comentaria este tópico com muito preconceito, hoje penso diferente até por conversas que tive com a Vivi sobre o trabalho do Marcos, que é sério e comprometido.
    Meus olhos ainda não conseguem acostumar com a figura de um homem dançando dança do ventre, eu ainda prefiro muito mais uma boa dança folclórica masculina, mas hoje o que eu vi foram três apresentações de artistas maravilhosos.
    bjocas

  3. Não vou negar para ninguém, e você sabe. Ainda tem uma coisa muito patriarcal e controladora que fica me dizendo que tem algo errado no que eu estou vendo. É muito difícil para mim deixar isso de lado. Como a Elaine, ainda sou muito mais uma dança folclórica masculina.
    Mas, contra fatos não há o que dizer. Eles dançam muito. Ghazalla é fenomenal.
    Disse recentemente a uma amiga que respeitava, mas jamais faria aulas com um homem. Parei pra pensar. Com ele eu talvez fizesse. O homem é fenomenal, como negar.
    Mas, se por um lado resisto, por outro não sinto o menor desejo de tolher. Quero que continuem dançando, muito, onde desejarem. Assim, quem sabe, um dia eu mudo de idéia.^^

  4. Há alguns anos atrás, meu mega-tradicionalismo me faria abominar completamente essas performances… ainda bem que a gente cresce, aparece e amadurece. Hoje em dia, na minha opinião, arte é arte. E a arte pertence a alma humana, independente do gênero ou sexo. E contra fatos não há argumentos. O que eu vejo? Dança, da melhor qualidade. Raro ver DV dançada por HOMENS com H. Um misto de suavidade e força. Gente, o que são os braços do Marcos Ghazalla quanto ele gira? Lindos, perfeitos, mágicos e masculinos. Também prefiro os homens fazendo danças folclóricas mas…. impossível não falar que esses estão representando a dança muito melhor do que muita mulher por aí!!

  5. Acho lindo esse movimento que vejo de aceitação da performance de homens na DV. Com certeza, todas nós já rejeitamos isso, mas hoje, reconhecemos a beleza e admiramos.
    Marcos Ghazalla, pra mim, é um exemplo de dedicação, generosidade e beleza. A dança dele é muito singular e eu o admiro muito, principalmente por ter conquistado seu espaço através de respeito e estudo. E eu não só faria, sem dúvidas, aulas com ele como também o indicaria. E ponto final.

  6. Adoro as performances do Tito. Vejo direto no youtube. O cara é bailarino, tem filho e tudo, o Mimo, que inclusive dança com ele em algumas apresentações. Só que ele usa é lógico galabia masculina faixa e gorrinho, se veste como homem portanto. Gosto de muito também de assistir as aulas do Ahmed Fekry no youtube, seja do que for: saidi, clássica, porque eles têm groovie ou o tal baladi, que deixa o corpo soltinho quando dançam. É muito maneiro homem dançando.

  7. Vi que as pessoas podem ter técnica mas também mente de iniciante, como é o meu caso. O Marcos matou a pau. E onde essa pessoa dança pelamordedeus que quero ver!

    Beijo e bom final de semana pra todas!

  8. Eu sou como a Samara. Olho, admiro a técnica, acho que são danças lindas, mas me causam estranheza. Acho que o que me incomoda são principalmente os braços e màos. Não quero com isso atacar a arte de ninguém, mas não posso negar o que sinto. Já vi uma apresentaçào de um casal, muitos anos atrás, na qual achei a dança dele, em volta dela, tão máscula, que não me incomodou, pelo contrário. Mas era um solo de derback, não pedia delicadeza mesmo. Sei lá, encaro como o samba, o mestre sala e a porta bandeira. Ambos sambam. Mas cada um no seu papel. Se trocar, fica estranho. Eu ainda espero, quando vejo um homem dançar, ver técnica sim, mas também força, brutalidade até. A maldade está nos olhos de quem vê, mas todo o vestuário até da nossa dança é uma exaltaçào à sexualidade que carregamos, nào é o mesmo que os figurinos que normalmente temos em dança contemporânea onde os bailarinos ficam andróginos. E olhar braços másculos malhados, fortes, fazendo movimentos tão suaves… ai. Não consigo achar bonito.

  9. não conheço muito, mas pela primeira vez eu vi apenas a dança mesmo. não pensei se eram homens, se era estranho ou não. fiquei encantada com todos, sério.

    ^_^

  10. Bom, a pouco tempo entrei no blog da Luana Mello, e tentei procurar algo sobre tal, e achei, muito bom do que se diz respeito ao meu olhar.
    Defino que, todos dançam muito bem, seria de inteira ignorancia “ignorar” isto mas, se fosse uma dança folclorica, ou algo que não movimentasse tanto o quadril, acho que ficaria lindo.
    EU não gosto de homens na dança do ventre.
    Pelo pouco que sei, uma das origens mais convicentes sobre a dança é que: era usada por mulheres para preparar o ventre para receber o filho, para curar “TPM” (a minha curou rsrsr), então fica estranho.

    Fica a minha pergunta?

    Cadê o ventre?

  11. Cadê o ventre?

    Sinceramente, ainda vivemos tempos onde se refere a útero como ventre… Aiai viu… O mais engraçado é que sempre vejo discursos reproduzindo coisas ouvidas ou escritas por outro alguém. Como podemos julgar ou classificar o que não fomos na fonte para vivenciar e pesquisar de fato. Vejo apenas mulheres querendo se apropriar, sempre se apropriar. O engraçado é que não pertence. Não pertence e talvez nunca tenha pertencido. Somos corpos, e todos tem o direito de se expressarem sem rótulos ou classificações do que pode ou não pode. Antigamente dizia-se que mulher tinha que casar virgem, e quantas hoje em dia de fato casam virgem? Ai ai viu. Para com isso!

    Meninos brilhem…!!!

    Ah, Ghazalla é um escandalo. Nunca vi um homem dançar com tanta classe. Suspiros

    Ele é ótimo mesmo. Leve, leve, leve…

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