De mudança

Tô corrida, fazendo mudança. Nada mais apavorante do que ter que mergulhar naquele amontoado de tralhas, separar tudo, encaixotar tudo. E tudo com prazo. Fico sem lugar na casa, quero sair correndo. Fica tudo agitado, os gatos enlouquecem, arranham as caixas, tentam entrar nas caixas já fechadas, reclamam quando têm que sair de cima de algum objeto cujo destino já está traçado: caixa.

Ontem limpei a casinha nova, uma graça. De taquinho, o piso que mais amo. Tem uma sacada e vejo o topo das árvores. Tem elevador. Bão também.

* * *

Fechei a turma de terça e quinta no horário de almoço pra balanço. É aquela turma que funciona dentro de uma instituição governamental, onde tenho autonomia. Tinha sido uma turma ótima, que começou em fevereiro de 2007. Meninas queridas, empolgadas e tal. Em setembro pintou a tal oportunidade para nos apresentarmos. Correria, ensaios de fim de semana, gastos com roupas, stress com roupas. Próximo do dia da apresentação, a cretina colega que havia nos convidado deu pra trás, nem se justificou. Foi um fiasco, frustrante. Ninguém se apresentou e ficamos com aquela sensação de trabalho jogado fora. Era dezembro, veja bem. As meninas sugeriram então um chá em março. Tá, tudo bem. Vamos voltar em janeiro então? Vaaaamos. Fiquei sem férias e lá estava eu e mais quatro gatas-pingadas em janeiro. Galera debandou geral. Fui ficando chateadérrima. Mandei email e as respostas variavam: o trabalho mudou; estou atolada de trabalho; vou estudar pra concurso; volto no mês que vem; volto na semana que vem. Blablablabla. Cara, maior trampeira pegar carro com Marido, correr cidade afora pra chegar lá e ver a sala praticamente vazia. Fon geral. Daí nessa semana, já muito atribulada, decidi fechar a turma. Recomeço outra mês que vem. Do zero, iniciante-iniciante. Quem quiser se juntar, massa. Mas não caio nessa nunca mais. De acreditar que o amor pela dança se leva verão afora. Logo eu, que me achava macaca-véia. Porque as que de fato levam a dança com carinho são isso mesmo: poucas gatas pingadas.

* * *

E finalmente chegou o meu “Baladi women of Cairo”. Êeeee!!! Já foleei, parece bom. A pesquisadora ficou longos anos em um bairro tradicional, fazendo pesquisa de saúde pública, algo assim. Parece que tem coisa boa a dizer.

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6 comentários sobre “De mudança

  1. Ah, flor! Mudança é mesmo coisa dos infernos. Mas depois fica bom.
    E na dança, eu sempre fui das poucas gatas pingadas, que voltavam… enfim.
    Aquele livro vc chegou a mandar? Recebi não.
    Beijos.

  2. Fala chuchu!Quem é vivo sempre Re-aparece!rs.

    Não desanima não. Pensa nas alunas gatas pingadas que sempre ficam…Essas são as mais importantes, pois são as que se dedicam de verdade. Eu sou a que sempre fica, e veja que fiquei uns 3 anos na turma da Nur que era iniciante, mas por amor a ela, à aula dela. Agora deu certo de sair uma turma intermediário advanced. E quem tá lá? As véia de guerra!rs.

    E mudança é chato, mas no final sempre dá tudo certo. Tirando os tadinhos dos gatos que vão ficar atordoados por pelo menos 2 semanas…O dó.

    beijim.

    Valeu, gatona!

  3. Falando em mudanca… Vc ja viu a tal de Pole belly dance? Parece que a rede luxor esta vendendo esse curso, err, interessante.

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