Vai uma dancinha aí?

agosto 23, 2011

É tão bom ter uma bailarina linda, perfumada, bem-vestida e talentosa iluminando nosso evento, não é? Mas pagar por ela é ruuuuim. Imagina, ela só tem que… dançar! Como ousa cobrar por isso? Ainda mais essa dança tão fácil, é só sacodir!

Imagino que seja isso o que se passa na cabeça de alguém que liga para contratar a bailarina e pechincha ou simplesmente sugere um cachê ínfimo. Hoje fiquei tão boquiaberta que a pobre da promotora de eventos teve que ouvir um rio de ironia. Vou tentar transcrever o telefonema, editando as partes repetitivas:

- Alô, to falando aqui de Goiânia; é que vai ter um lançamento imobiliário (opa! Construtora tem dinheiro) aí e a gente gostaria de uma ou duas dançarinas.

- Claro, temos várias bailarinas em nossa escola. Quando será o evento?

- Então, mas deixa eu te falar: eu conversei com a fulana e ela falou para ligar para você; a gente tem um problema de caixa, daí eu queria saber se você não tem uma aluna…

- Trabalhamos apenas com profissionais. Quanto você tem reservado para o cachê da bailarina?

- Ah, temos ½ X.

- (segurando o riso) Olha, isso é a metade do valor praticado pelas bailarinas.

- Então, menina! É por isso que a gente queria ver se você não tinha uma aluna…

- Não; temos bastante cuidado com a imagem da escola e da dança, por isso apenas profissionais são contratadas. (Misto de tristeza e indignação crescendo em meu peito) Você certamente encontrará meninas que aceitarão dançar por esse valor, mas cuidado: pode estragar seu evento. E dá tanto trabalho fazer um evento, não é?

- É verdade. (segura, que agora vem a pérola) Mas você não aceitaria indicar alguém nem que seja pela divulgação da escola?

- Olha, fulana, a construtora não me venderia o apartamento pela metade do preço como permuta pela divulgação, não é mesmo?

- He he he… não.

- Então.

- Ai, então você tem o telefone de outra escola?

- Não posso fazer isso, fulana. Dá uma olhadinha no google, que você acha rapidinho.

 

Impressionante.

As mulheres da minha vida

março 27, 2011

Não é novidade que somos produtos dos discursos que nos antecedem. Nossas mães, avós e amigas são parte essencial da nossa personalidade e lembramo-nos disso todas as vezes em que nos deparamos com comportamentos diferentes do padrão que nos foi ensinado. Entretanto, a vivência feminina acolhe outros modelos além da família; a mídia (tudo o que comunica) tem um papel fortísssimo e nem sempre é horrível. Hoje tiro um tempo para lembrar os modelos de feminino qe me inspiraram e que, acredito, de um modo ou outro, fazem parte de mim:

1. Jessica Rabbit

A sensualidade e a voz macia da Jesssica me cativaram entre os 11 e 12 anos, quando eu estava começando o trânsito entre criança e moça. Não dava para entender direito o que aquela entrega erótica implicava, mas era claro que havia um poder no feminino (ainda que cruel e difícil de alcançar).

2. Jem

Eu tinha uma amiga com quem compartilhar a fantasia de ser uma artista. A Jem era um ponto de partida da mulher autônoma, com atitude. Não me lembro direito do desenho, talvez ela não tivesse assim tanta agência, mas minha lembrança era de alguém cheia de glamoursh que cantava, dançava e ainda resolvia situações cabeludas.

3. Sarah Connor

Desconsiderando seu lado mariano (é a mãe do salvador e tal), é a heroína perfeita. Eu tinha 14 anos quando me apaixonei por essa personagem (que é muito melh0r explorada no segundo filme, esse mesmo, de 91). Mulher forte, sem maiores preocupações com a estética, atlética, energética e, principalmente, dona de si.

4.  Siouxie Sioux

No começo da adolescência, a beleza e o mistério dessa linda vocalista me arrebatava. Arrebata ainda, mas agora conheço bem o som e tal. Fascinava a postura independente, o tom soturno do som, sua beleza exótica, que posteriormente me levaria a buscar a estética oriental.

A continuar…

Arte e entretenimento

março 4, 2011

O potencial artístico da dança do ventre é largamente desprestigiado. Por quem? Por nosso próprio meio, como muitas de nós percebemos. Estava hoje negociando a vinda de uma artista para ministrar curso às praticantes brasilienses e nos assombramos com o quão pouco podemos cobrar pelas aulas. Não podemos fazer um preço além do mercado, claro. O problema é que o mercado andou contra as artistas da dança: se há dez anos pagávamos 250,00 por um workshop de 4 horas com uma bailarina de ponta, hoje o preço médio é de 150,00, se muito.

Por que? Tem tanta bailarina poderosa assim no mercado? Não. O que está acontecendo é uma acomodação de mercado dolorosa. Alguns grupos comerciais estabelecem um preço para shows e oficinas e o resto segue em frente, cabeça baixa, acreditando que ou se adapta ao mercado ou se morre. A discussão, na verdade, é bastante mais profunda do que a simples imposição dos grupos majoritários sobre o mercado.

Para ilustrar, cito um tema que se mostrou polêmico novamente no blog da colega Vera, o Ammar al Binnaz. Ela traduziu um texto publicado na Gilded Serpent que, de modo bastante duro, informa às leitoras que o mercado é cruel em relação ao corpo da artista e que, se querem ser profissionais, o melhor é que se adequem a ele.  Ok. Tenho um comércio de dança do ventre: uma escola. Nessa escola atuam profissionais e muitas delas são bailarinas que oferecem seu trabalho para shows particulares. Sei bem o que o público leigo quer em uma festa: uma artista bonita e talentosa.

Meu questionamento ao texto e aos comentários que se seguiram à sua publicação no blog da Vera relaciona-se ao nosso próprio entendimento sobre a atuação da profissional da dança. O texto claramente limita a atuação profissional à performance sob a batuta do contratante. Isso, per se, exclui 90% das praticantes da dança. Para ser profissional eu preciso me apresentar em clubes, restaurantes e festas particulares? Se sim, eu não seria uma profissional.

Sabendo-me profissional, me recuso a acatar tamanha limitação. Uma mulher que ensina, estuda e coreografa para o corpo do outro não é uma profissional da dança do ventre? Claro que sim! Uma bailarina que dança apenas nos espaços em que pode se expressar artisticamente (chás, mostras, espetáculos) não é profissional? Claro que sim!

Nosso problema, como bem a Shaide colocou nos comentários daquele post, é que acabamos por nos acomodar e, com isso, ensinamos nosso público a acatar a estética em detrimento da arte. Não, na verdade, não fizemos isso tudo sozinhas: os homens árabes ativos no meio da dança do ventre, na verdade, têm muita responsabilidade na marginalização da dança como um todo e no barateamento da dança do ventre feita pelas brasileiras em particular (não sabia disso? Então leia esse artigo aqui, ó. Se vc não consegue visualizar, vá à biblioteca da sua universidade, que deverá permitir o acesso). Essa sim, é a verdade cruel.

Que bem faz à praticante novata da dança dizer a ela que, para ser bem-sucedida, precisa estar “em-boa-forma” (um termo ridículo)? Não compreendo. NÃO PRECISA SER MAGRA PRA DANÇAR. Hello!!!!! Desculpe gritar assim, mas é um pensamento que me assombra de tão tacanho, acomodado e perigoso.

Cara, simplesmente dançe e difunda seu entendimento sobre a dança. Dane-se o restaurante, dane-se o contratante que acha caro pagar pela artista, danem-se as festinhas de aniversário de 80 anos que pedem uma gostosa. Afe!!!! Pensando em mercado, de fato, não se produz arte.

P.S.: cabeçalho bonito, né? Presente da Vivi, essa mulher linda, poderosa e uma verdadeira amiga da dança do ventre!

Não me pagaram, tá?

janeiro 29, 2011

A Gilded Serpent, minha revista preferida sobre dança do ventre, tá bombando. Ó:

Uma leitura interessante sobre o fusion.

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Um esfoço de inventário do trabalho de estrangeiras no Cairo.

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Uma entrevista com Farida Fahmy revela o que ela realmente pensa sobre a atual Reda Troupe.

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Leila, uma bailarina americana muito inteligente e que dança no Cairo fala sobre os diferentes públicos da dança e nos lembra que dançamos sempre para bailarinas, diferentemente do mundo árabe, onde a dança é entretenimento para não-profissionais. Muito bom. Vai aí um destaque para se pensar:

Orientalists generally pick the shiny parts of whatever Arab object catches their eye, and leave the rest in the cultural muck.

Festival

janeiro 21, 2011

Esse aqui parece-me muito ruim. O professor está, tipos, pra lá da piscina e tem uma corda entre ele e o público. A galera parece perdida.

Feliz ano novo!

dezembro 28, 2010

Nu, que ano que passou voando! Acho que quando passamos a medir o tempo por coreografias ensinadas ele tende a passar mais rápido. Começou o ano, comecei a ensinar percussão, fiz uma coreo, a galera apresentou na mostra, comecei o baladi, aproveitei os passos para o baladi moderno e… fim. Cabô. Já era dezembro e o mundo passou por mim sem que eu o pudesse perceber direitinho. No meio disso tudo, a angústia do último ano do doutorado. Põe angústia nisso: meu grau de reflexão chegou a zero entre outubro e início de dezembro. Sabe não abrir a pastinha “tese” que pisca no desktop? Então.

Mas fora essa distorção tempo-espaço, 2010 teve bão. Não fiz promessa no ano passado para comparar e me arrependi. Mas faço o balanço ainda assim:

1. Minha escola cresceu. Trabalhei feito uma condenada, mas valeu a pena: estamos com um conjunto de alunas maravilhosas. Gente bonita, querida, envolvida com a dança. Que curte a proposta da escola. Quase todas as turmas lotadas em outubro, vejam que maravilha!!!

2. Meu cabelo cresceu. Engordei. Mas sei lá por que, sinto-me bonita. Minha dança parece ter crescido também. Bem pouquinho, quase não aparece, mas sinto-me mais à vontade com a música, com o espaço cênico, comigo mesma. Nem pareço comigo, vejam que perspectiva colorida do mundo!

3. Algumas amizades se enfraqueceram ou se foram e outras, felizmente, seguem firmes e fortes. Conheci gente bacana, que pode ser amiga se a gente der espaço pra isso. Conheci gente cuzona também, mas não o suficiente para embranquecer meus cabelos. Não tive maiores contratempos com gente. Estava ocupada demais trabalhando.

Como funcionou não fazer promessas pro ano seguinte, vou ficar quietinha e fazer tudo igual.

Pra quem é amigo meu, um 2o11 poderoso, com boas surpresas, boas amizades, aprendizado e poucos impostos.

Bora arrasar! Chega chegando, 2011! Porque, né? Pelo que falam de 2012, ano que vem tem que ser bão!

Fica aí a fotinha da galera que fez o espetáculo de 2010 do AYUNY. Ói que coisa mais linda:

(Titi, Iris, Poli, eu, Khadija, Mahmoud, Amanda, Andréa. Abaixo: Padma, Raisa, Liz e Paula)

Que 2011 seja um espetáculo!

Espetáculos: melhor com eles!

dezembro 15, 2010

Finalmente um arremedo de férias! Minhas últimas aulas serão nessa quinta. Depois, relaxo ao menos uma semana com o celular desligado e volto ao trampo. Com mais tranquilidade e a esperança de novidades que sempre vem com a virada do ano. É, o tempo de quem produz dança destoa da temporalidade média: meu ano acaba quando acaba o espetáculo. O deste ano foi lindo, lindo, lindo, lindíssimo. Sério. Bom mesmo. Sou crítica, chata. E achei muito, muito bom, apesar de todo o descabelo que foi, desde setembro.

Parece loucura, mas produzir um evento me faz envelhecer e rejuvenescer ao mesmo tempo. É uma tensão alucinada, que só se vai nos momentos iniciais do espetáculo. Porque depois das cortinas abertas, baby, não há muito o que fazer além de contornar pequenas bobagens. Estresse sério mesmo rola é antes. Duvida? Então puxa o tapetinho porque lá vem história.

Todo mundo junto!

O espaço

Em primeiro lugar, para produzir um evento de grande porte – neste espetáculo contamos com um elenco de 78 pessoas – é necessário pensar o onde. Havia um teatro maravilhoso na cidade onde tradicionalmente produzíamos nossos espetáculos. Entramos nos trâmites tradicionais em junho, pensando em realizar o evento no primeiro sábado de dezembro e tivemos a reserva da pauta confirmada. Em fins de setembro cancelaram todas as pautas. Por que? Não se sabe. Sei apenas que não foi apenas conosco. De todo modo, o estrago estava feito. Em cima da hora, como conseguir pauta? Contratempos são, felizmente, também oportunidades para novos contatos e situações: conseguimos a pauta do Teatro da Escola Parque, o primeiro teatro de Brasília. Menor (370 lugares contra 500 do teatro anterior), mais antigo, mas com cadeiras maravilhosas, poltrononas, bem ao estilo que não existe mais, que prioriza conforto. A chateação foi que precisaríamos nos contentar com uma quinta-feira, dia morto para Brasília, cidade de funcionários públicos. Ça va.

Eu e a linda Liz!

A configuração do espetáculo

Cansada, fim de doutorado, estressada, precisei ainda lidar com saída de professoras e de uma colaboradora importantíssima para a realização do evento. Eu estava sozinha de verdade. Eu e o Alex, que tem por função cuidar da parte bruta: o financeiro. Sem funcionários e colaboradores. Assim, contava com as professoras para não tumultuarem o meio-de-campo. Muitas foram excelentes, mas há as meninas que não se dedicam tanto e que embromam loucamente para enviar as músicas e mesmo para entender a proposta do espetáculo. Passei perrengue, passei raiva, aprendi.

As alunas

Pela primeira vez, precisei dançar com as minhas alunas. Uma de minhas alunas adoeceu na penúltima semana antes do espetáculo. Minhas coreografias são feitas com desenhos que levam em conta cada uma das meninas, suas potencialidades e dificuldades. Ou seja, ou eu mudaria todo o desenho coreográfico ou assumiria o papel da moça. Lá fui eu. Isso gerou um estresse extra, afinal, fazer a coreo para o corpo do outro não é a mesma coisa de executá-la bem. Além do mais, nunca havia me apresentado com grupo antes. Fiquei insegura e com medo de prejudicar as meninas. Mas nem conto: me diverti horrores!!! Errei. Mas tava com a cara boa, nem acho que fez tanto feio assim. De todo modo, é aquela coisa: minha perspectiva mudou; consigo ver melhor agora a posição das alunas.

O computador

Meu computador caiu, quebrou e morreu. Siiim! Quatro dias antes do espetáculo. O computador com tudo, absolutamente toda a minha vida dentro. Aprendi mais uma coisa: quando o bicho tá pegando e acontece uma coisa como essa, a única opção é relaxar. Simplesmente deixar a coisa rolar.

Equipe porreta!

E a coisa rolou. Teve mais chaturinhas e preocupações assombrosas. Mas, amiga, o show foi tão bom, tão bom, que só consigo pensar na analogia do parto: não importa quanta dor e medo a coisa acarretou, se o resultado foi algo vivo e lindo.

Algumas poucas linhas

novembro 15, 2010

Gosto demais do meu blog para vê-lo morrer. Minha solução para evitar isso é ir escrevendinho coisinhas simples, contando o cotidiano. Mesmo que seja na linguagem do twitter, do menor esforço de esclarecimento e tal.

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Então aí vai.

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Ego pouco é bobagem. Tem essa outra filmagem da minha dança aqui, ó. Dá pra ver a expressão e a extensão da banha abdominal. Dá pra ver melhor os movimentos também. Eu realmente gostei da dancinha. Queria que todas as improvisações fossem bem-acabadas como essa e tal. Não é grandes merdes. Mas eu gosto.

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Nem fui pro festival da Luxor fazer aula com o Tito. Faltam duas semanas para o espetáculo do AYUNY e tem rolado umas chateações bem… chatas? De todo modo, o espetáculo vai ser grande, enorme. É dos 10 anos da escola e estou trazendo a Polimnia Garro e apoiando a vinda da Paula Braz. O nome, “Mabruk”, é um mega parabéns para a escola e para a cidade de Brasília.

Pra escola porque sobreviver 10 anos no mercado não é bolinho. Sobreviver 10 anos com elegância, então… ufa! Que lindo é o AYUNY. Falou mal da minha escola, falou mal de mim, tipo isso.

Pra Brasília porque, coitada da cidade, taí há 50 anos. Com muita sacanagem, muita burguesia retardada e tal e coisa. E em pé. Quem é de Brasília entende o desânimo. Mas tamos de governador novo e a esperança é o último recurso, né?

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Minha tese? Tá geladinha, geladinha.

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Tem work da Polimnia Garro um dia antes do “petáculo”. Fiz 2 works com ela e uso até hoje o que aprendi. Amo muito. Se quer fazer também e estudar com uma mulher bacana, talentosa e mega didática, veja os detalhes na foto abaixo (é só clicar que a imagem fica legível).

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Tô tensa, muuuuito nervosa. Mas minhas turmas estão lindas, dedicadas e as coreos são muito boas. Não, não sou humilde. Mas isso não é novidade, é?

 

Todas juntas somos fortes…

outubro 31, 2010

Tem música que não se interpreta sozinha. Tentando encontrar alguma música para o meu solo me deparo com clássicas como “Khatwet habibi”. Não consigo visualizá-la interpretada no corpo de uma bailarina somente. É uma música que precisa de volume, de corpo de baile. Tem uma voz solo e uma voz plural. Parece-me tão claro que me assombraria assisti-la no corpo de uma artista somente.

***

Na verdade, já vi uma bailarina dançando, a Suhaila Salimpour. Mas era muito diferente: era um vídeo e não uma performance em palco e talz.

Chá do AYUNY

outubro 31, 2010

Dancei. Subi as escadas achando que só tinha feito shimmy frente-trás e camelo. Procê ver como nossa auto-imagem é distorcida. Por fim, depois de ver o vídeo, vi que tinha dançado bonitinho. Me amarrei no show, fiquei feliz com a minha dança (depois de várias olhadas desconfiadas para o vídeo). No fim, a conclusão: improviso bem curtido. Ói como foi:


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